terça-feira, 29 de março de 2011

Quem já viveu um grande amor...
Será capaz de entender o meu peito,
Que hoje tão frágio e meio sem jeito
Sente calado a falta da outra metade.

Quem já viveu um grande amor...
Se entregou de alma e corpo inteiro,
Capaz de passar o dia inteiro,
Deitado na cama e sonhando acordado.

Quem já viveu um grande amor...
Perduou mágoas e enfrentou barreiras
Construiu castelos em dias de chuva
E acreditou no sentimento perante a razão.

Quem já viveu um grande amor...
Mesmo que ele chegue a acabar,
Sabe que se for pra ser eterno ele virá,
A retomar ao cais que um dia partira.

Por: Antônio Gustavo. 

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Preto e branco

Não se fez necessário um único som,
para que a música e a voz silenciosa,
percorressem a íntima consciência dos que dele admiram.


Gênios são raros...
Inteligentes, muitos são...
Corajosos e fiéis à arte, poucos.


A incrível capacidade de expressar-se por meio da alma...
Colocar em foco o que no passado se via do presente...
Fazer rir por meio dos olhos e exalar na boca o gosto do riso...
Ainda que o silêncio preto e branco oprimisse em parte, a arte exata do sucesso,
Ele mesmo assim, conseguiu.


Nem preciso dizer seu nome...
Veja com a mente, sinta com a alma, viva com os olhos.




Por: Antônio Gustavo de Siqueira Amaral

domingo, 21 de novembro de 2010

Não há título que descreva o momento!


E quando eu menos esperava, você veio
Me acolheu ardente em teu seio
Dizendo que me amava sem dó nem caridade.
Nos despimos e amamos um ao outro
Como dois fornos que nunca negam fogo
E que se perdem por entre a escuridão.
Ao som da música e da pouca luz
Que na parede via-se refletir
Os dois corpos se amando, logo alí.
Entre duas almas que se perderam no desejo
E no teu vão, infinito e doce beijo
Eu me entregava sem cautela ao teu ardor.
Não havia divisão de corpos.
Não se sabia ao que ao outro pertencia.
A unica coisa que se via
Era o suor debruçando o teu rosto.
Por entre quarto, cozinha e sofá
No banheiro nós fomos parar
Pra sentir a água acalmar
O calor infinito do teu ócio.
Mas uma madrugada sublime se vai
e abrindo consigo um novo caminho
Descansando no meu leito bem juntinho
Esperando o novo dia clarear.


 Por: Antônio Gustavo de S. Amaral