domingo, 21 de novembro de 2010

Não há título que descreva o momento!


E quando eu menos esperava, você veio
Me acolheu ardente em teu seio
Dizendo que me amava sem dó nem caridade.
Nos despimos e amamos um ao outro
Como dois fornos que nunca negam fogo
E que se perdem por entre a escuridão.
Ao som da música e da pouca luz
Que na parede via-se refletir
Os dois corpos se amando, logo alí.
Entre duas almas que se perderam no desejo
E no teu vão, infinito e doce beijo
Eu me entregava sem cautela ao teu ardor.
Não havia divisão de corpos.
Não se sabia ao que ao outro pertencia.
A unica coisa que se via
Era o suor debruçando o teu rosto.
Por entre quarto, cozinha e sofá
No banheiro nós fomos parar
Pra sentir a água acalmar
O calor infinito do teu ócio.
Mas uma madrugada sublime se vai
e abrindo consigo um novo caminho
Descansando no meu leito bem juntinho
Esperando o novo dia clarear.


 Por: Antônio Gustavo de S. Amaral